10 finais marcantes dos games que os jogadores nunca vão esquecer

10 finais marcantes dos games que os jogadores nunca vão esquecer

Finais marcantes são um critério importante para que um jogo seja considerado memorável. Títulos como Red Dead Redemption e Shadow of the Colossus, já conhecidos por culminarem na morte de seu personagem principal, são exemplos claros de como uma conclusão pode tornar uma história inesquecível. Passando por clássicos aclamados pelo público, como Uncharted 4: A Thief’s End e The Last of Us, a lista a seguir apresenta dez jogos com finais extremamente marcantes, seja pelas reviravoltas na narrativa ou pelos personagens principais finalmente chegarem ao seu “final feliz”. Mas fique atento, pois o texto contém muitos spoilers sobre os títulos. Confira a nossa seleção!

🎮 10 jogos com histórias emocionantes que podem te fazer chorar

O olhar de Ellie no final do primeiro The Last of Us não saiu da memória de muitos jogadores — Foto: Reprodução/Shirrako

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Lançado em 2010 pela Rockstar Games, Red Dead Redemption traz aos gamers a vivência em um mundo aberto no Velho Oeste, através de uma imersiva narrativa que levou o jogo a conquistar uma nota 95 no Metacritic. Disponível originalmente para PlayStation 3 e Xbox 360, o título introduz o jogador no mundo do cowboy John Marston, que busca por sua anistia e pela libertação de sua família em meio ao mundo fora das leis do século XX.

A grande surpresa está no desfecho da narrativa. Após passar o jogo inteiro trabalhando com o governo, que sequestrou a família de John para dissuadi-lo na caçada por seus antigos companheiros de gangue, Marston consegue derrotar Dutch, o ex-líder. O “vilão” diz que ele também nunca vai estar a salvo. Apesar do aviso, nesse momento, o jogador pensa que finalmente vai cumprir o objetivo do game e ver o personagem reconstruir sua vida ao lado da família.

Mas, como o último membro remanescente da gangue Van der Linde, John Marston é traído pelos agentes federais que o contrataram, sendo executado a tiros enquanto ajuda a esposa e o filho a escaparem da emboscada. Em uma conclusão chocante, mas extremamente profunda, Red Dead Redemption chega ao fim deixando a reflexão sobre a vida e as escolhas que tomamos.

No final de Red Dead Redemption, John Marston é traído pelos agentes do governo e é executado a tiros — Foto: Reprodução/4K Gaming

Um dos grandes clássicos do PlayStation 2, Silent Hill 2 é um jogo da Konami lançado no ano de 2001, com nota 89 do Metacritic. Na narrativa, o jogador assume o comando de James Sunderland, personagem que vai à cidade de Silent Hill após receber uma carta de sua falecida esposa Mary, vítima de uma doença incurável.

Em sua viagem ao local que antes era cenário de férias para o casal, o jogador descobre pouco a pouco a verdade sobre a morte de Mary, chegando à conclusão de que, na realidade, a mulher foi assassinada pelo próprio marido. O fato, em si, já carrega uma grande reviravolta, mas finais alternativos podem acontecer a partir dessa descoberta com base nas ações do jogador, deixando o jogo ainda mais inesquecível.

No final de Silent Hill 2, o jogador descobre que, na verdade, James é o assassino de Mary — Foto: Reprodução/Youtube (SHN)

3. Metal Gear Solid 3: Snake Eater

Em mais um grande jogo da Konami, Metal Gear Solid 3: Snake Eater entrega toda a tensão de um planeta polarizado em meio à Guerra Fria. Lançado em 2004 para PlayStation 2 e Nintendo 3DS, o jogo chegou à nota 91 na plataforma Metacritic ao narrar a história do agente da CIA Naked Snake, que é enviado à União Soviética para o resgate de um cientista traidor.

A grande reviravolta da narrativa está no final do jogo, que é repleto de plot twists. Após passar por desafios ao longo de todo o game, os jogadores chegam a uma conclusão extremamente dura ao terem que matar sua amiga e mentora The Boss depois dela ter sido descoberta como uma suposta traidora da pátria. Porém, a grande surpresa chega apenas após a morte da colega, quando os jogadores descobrem que a personagem não apenas era fiel à sua nação, como armou a própria morte visando a proteção dos Estados Unidos e de todos aqueles que amava. Um final que deixa uma sensação amarga aos jogadores até hoje.

No final de Metal Gear Solid 3, após matar The Boss, os jogadores descobrem que a morte fazia parte de seu plano para salvar a nação — Foto: Reprodução/Youtube (Shirrako)

Lançado originalmente em 2005 pela SCEA, para PlayStation 2 e com uma versão remasterizada para PlayStation 4 (PS4), Shadow of the Colossus começa como uma narrativa misteriosa e com poucas informações, mas vai gradativamente conquistando o jogador. Logo, ele entende que assumiu o papel de Wander, um viajante que busca por reviver Mono, seu grande amor. Em sua missão, o personagem conhece Dormin, uma entidade misteriosa que promete despertar sua amada em troca de uma missão: derrotar os 16 colossos que habitam a Terra Proibida.

Ao longo de sua aventura, Wander derrota os grandes oponentes em batalhas épicas, mas a cada vitória, o protagonista perde parte de suas forças. Embora conclua a sua missão, ao final do game, protagonista descobre que foi enganado por Dormin o tempo todo e acaba sendo possuído pela entidade, que o transforma em um demônio gigante para atacar os cavaleiros que vinham ao seu resgate. É revelado, também, que os colossos, por sua vez, eram criaturas pacíficas responsáveis por proteger Terra Proibida.

Apesar de chegar ao seu fim nessa missão, os esforços de Wander são recompensados quando Mono consegue voltar à vida e encontra um bebê misterioso, com a mesma aparência que o herói tinha antes de ser possuído, além de dois chifres. O final aberto deixa margem para a interpretação e nunca foi relevado se Wander morre, de fato, ou se ele simplesmente volta a ser um bebê, o que deixou os jogadores com uma incógnita quanto a uma possível continuação.

Após duelar com os dezesseis colossos da Terra Proibida, Wander se torna um gigante e acaba possuido em Shadow of the Colossus — Foto: Reprodução/Youtube (Shirrako)

Marcando uma das grandes rivalidades do mundo ficcional, Batman e Coringa são um exemplo claro da clássica luta entre o bem e o mal. Porém, em Batman: Arkham City, jogo da Warner Bros. lançado originalmente para PlayStation 3, Xbox 360 e PC em 2011 e com portes para o PlayStation 4 (PS4) e Xbox One, as coisas são um pouco diferentes. As reviravoltas no fim da história levaram os jogadores a se sentirem mal pelo vilão, criando uma estranha empatia com o antagonista do homem morcego.

No game, Batman passa o jogo praticamente inteiro lutando contra um falso Coringa, já que o antagonista real estava doente e em busca de sua cura. O homem morcego percebe, então, que seu rival destrói acidentalmente o antídoto que poderia curá-lo, decretando assim a própria morte. Em um momento franco entre os arqui-inimigos, Batman se vê conflitante com a ideia do fim do vilão, levando o jogador a refletir o que será do homem morcego sem seu maior rival.

Batman: Arkham City leva o jogador a refletir o que será do homem morcego após a morte de seu maior rival, Coringa — Foto: Divulgação/Rocksteady

Capítulo do meio da trilogia, Mass Effect 2 foi lançado originalmente em 2010 pela EA para PlayStation 3, Xbox 360 e PC, mas também está inserido no remaster Mass Effect: Legendary Edition, disponível para Playstation 4 (PS4) e Xbox One. O game conta com um final que marcou uma geração inteira. No desfecho, cabe ao Comandante Shepard, que pode ser homem ou mulher, reunir uma tropa que será enviada em uma missão suicida, na tentativa de salvar a galáxia dos chamados Collectors.

Como um bom RPG, todas as ações do jogador podem levar a finais diferentes, o que inclui a possibilidade de morte do esquadrão inteiro e eleva a tensão durante todo o desenrolar da missão. Porém, a grande surpresa vem com o final do título, que mostra que todas as ações do jogador incomodaram os Reapers, grandes vilões da franquia, que agora irão em busca de exterminar toda a vida existente na Via Láctea. Um final perfeito para introduzir o terceiro episódio da franquia.

O final de Mass Effect 2 é uma missão suicida que pode culminar na morte de vários aliados — Foto: Divulgação/EA

Em um jogo que contempla 26 desfechos possíveis, o grande destaque vai para aquele que é considerado o “Final Verdadeiro”. Localizado após os finais C e D, cabe ao jogador dizer “Sim” aos pedidos do Pod para disponibilizar um minijogo que o leva ao final ideal para as discussões trazidas no game.

Depois dos encerramentos C e D, os Pods pretendem dar início a uma nova fase do projeto YoRHa, mas para isso precisam deletar dados salvos. Em uma batalha insana e muito difícil ocorrida contra os créditos do game, o jogador deve impedir isso. Para tal, ele pode receber ajuda de outros players através de seus dados salvos, caso esteja jogando com conexão ativa. A questão é que, para ajudar outros jogadores e cumprir o propósito de que ninguém chega a lugar nenhum sozinho, o player deve sacrificar os próprios saves. O jogo está disponível no Playstation 4 (PS4), Xbox One, Nintendo Switch e PC.

NieR: Automata tem um final onde o jogador deve sacrificar os dados salvos para ajudar os outros — Foto: Divulgação/Steam

Localizado na utópica Columbia, uma cidade fictícia do ano de 1912, BioShock Infinite leva o jogador a controlar Booker DeWitt, um ex-agente Pinkerton que é enviado em uma missão para o resgate de Elizabeth Comstock, herdeira da cidade mantida presa em uma torre. O game, lançado pela 2K Games em 2013, possui versões para PC, PlayStation 3 e Xbox 360, PS4 e Xbox One, além de ter conquistado uma nota 94 no Metacritic.

Porém, ao longo da narrativa, as fendas no tecido do espaço tempo criam diferentes universos e realidades, chegando a um final bastante enigmático. Nele, o herói Book acaba se tornando “o Profeta” Comstock, seu principal antagonista e fundador de Columbia. Ainda, Booker acaba sendo caçado por Elizabeth, que vai atrás de vingança após ter sido mantida em cativeiro por 19 anos, um final capaz de enlouquecer qualquer jogador.

Bioshock Infinite é recheado de fendas temporais e isso impacta diretamente na conclusão do game — Foto: Divulgação/Steam

9. Uncharted 4: A Thief’s End

Quarto e último título da série principal, Uncharted 4: A Thief’s End mostra uma última aventura de Nate Drake, personagem principal da saga, antes de decidir “se aposentar” e viver a sua vida ao lado de sua esposa, Elena Fisher. O jogo foi lançado em 2016 pela Sony Interactive Entertainment, exclusivamente para PlayStation 4 (PS4), conquistando a nota 93 no Metacritic. Recentemente, o game ganhou uma coletânea para o PS5 e PC, Uncharted: O Legado dos Ladrões.

A grande beleza do final da narrativa está na simplicidade pela qual ela se dá. Anos após o último ato de nosso personagem principal, a conclusão da história acontece quando o jogador tem a possibilidade de controlar Cassie, filha de Nate e Elena. É possível reviver as lembranças dos pais através da filha, que eventualmente acaba confrontando o casal sobre as histórias não contadas. Ver Nate e Elena relembrando os atos deixa os fãs felizes (e nostálgicos desde já) com o final perfeito da família compartilhando seus segredos em conjunto.

Uncharted 4 tem um clássico final feliz capaz de deixar qualquer fã da franquia satisfeito — Foto: Reprodução/Youtube

Tendo que escolher entre salvar a humanidade ou salvar sua filha postiça, a jovem Ellie, Joel leva o jogador a refletir sobre o peso das decisões em The Last of Us — Foto: Reprodução/Youtube

Em um jogo sempre exaltado pela narrativa profunda e completa, é de se esperar que The Last of Us faça parte da lista de finais marcantes. O jogo foi lançado originalmente para PlayStation 3 em 2013, ganhou porte para PS4 e com um remake para o PS5 e PC, The Last of Us Parte 1. O game conta a história de Joel, um homem que perdeu sua filha enquanto tentavam fugir dos ataques de monstros canibalescos em um cenário pós apocalíptico, e Ellie, uma jovem imune ao vírus que já dizimou grande parte da população e pode carregar em si a cura para a doença.

A reviravolta surge quando é revelado que, para que a cura seja extraída, Ellie não sobreviverá aos procedimentos. Em busca de proteger a jovem, Joel ataca o hospital onde ela estava localizada e foge com ela tendo de tomar uma escolha: salvar a humanidade ou a garota. O personagem acaba escolhendo pela vida da jovem, condenando assim o resto da sociedade e levando o jogador a refletir sobre o peso das decisões. Depois disso, quando é confrontado, Joel ainda mente para a menina, dizendo que não havia cura, e gerando um final agridoce que nunca foi esquecido pelos jogadores.

Com informações de GameRant, Den of Geek, Goliath e CBR.

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