Pedro tem o maior poder ofensivo do Brasileirão, e Arrascaeta e Scarpa também estão no top 10

Pedro tem o maior poder ofensivo do Brasileirão, e Arrascaeta e Scarpa também estão no top 10

Pedro foi anunciado no Flamengo em 23 de janeiro de 2020. Desde então, a equipe disputou 197 partidas, e o atacante foi titular em 71 (36%). Houve quem defendeu que por ser pouco aproveitado, deveria trocar de clube. Ele ficou. Em março deste ano, o Palmeiras ofereceu R$ 110 milhões mais dois jogadores para contratá-lo. O Flamengo disse não. Agora, colhe os frutos: Pedro está com o maior poder ofensivo do Brasileirão e no domingo enfrenta exatamente o líder Palmeiras. O ranking elaborado pelo Espião Estatístico atribui diferentes pontuações para cada tipo de participação ofensiva, e os critérios estão no final do texto.

Carrossel poder ofensivo — Foto: Infoesporte

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— Foto: Infoesporte

Decisivo na classificação no meio de semana contra o Athletico-PR, pelas quartas de final da Copa do Brasil, o atacante do Flamengo esteve em campo no Brasileirão por 862 minutos em 17 jogos, oito como titular, e além dos sete gols e das duas assistências que também viraram gols, Pedro Guilherme Abreu dos Santos, de 25 anos, ainda sofreu um pênalti, fez seis finalizações difíceis, quatro que exigiram defesas difíceis e duas que foram na trave, e ainda deu uma assistência para finalização que exigiu defesa difícil. Ainda consideramos que ele ajudou com uma “assistência indireta”: quando o jogo fora de casa estava 1 a 1, Pedro fez uma finalização rebatida pelo goleiro João Paulo, do Santos, e no rebote, Gabriel marcou o gol da vitória. O tipo de lance importantíssimo, mas que é difícil de alguém se lembrar. Determinamos uma pontuação para isso, também. Foi flagrado em apenas três impedimentos. Em outros lances, o Flamengo não conseguiu a mesma eficiência da rebatida que virou vitória na Vila Belmiro. Dos quase gols em finalizações de Pedro, os flamenguistas devem se lembrar da defesa difícil em uma conclusão cara a cara com o goleiro Luan Poli, no empate fora de casa em 1 a 1 contra o Atlético-GO. Ou da bola na trave em cobrança de pênalti na derrota em casa por 1 a 2 contra o Fortaleza. Acontece com os melhores, também. As demais chances não fizeram falta, pois o Flamengo venceu. Finalizador nato, Pedro fez 30 conclusões e deu dez assistências para companheiros arriscarem em gol.

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Alexandre Zurawski, 24 anos, o Alemão, começou o Brasileirão saindo da reserva para fazer dois gols decisivos que valeram vitórias contra Fortaleza em casa e Fluminense fora, logo nas três primeiras rodadas, o que encheu o torcedor do Internacional de esperança. Virou titular nas rodadas quatro e cinco, mas não voltou a marcar e retornou ao banco de reservas, de onde ganhou oportunidades consecutivas, com média de 36 minutos em campo, até voltar a ser titular na rodada 14, quando exigiu uma defesa difícil do goleiro Rafael William, do Coritiba, com a partida ainda em 0 a 0, deu uma assistência para gol quando o Inter já vencia por 1 a 0 e conseguiu voltar a marcar ao assinalar o último gol da vitória por 3 a 0. Ganhou tanta moral, que quando Mano Menezes usou reservas contra o Ceará, Alemão foi poupado para a Copa Sul-Americana. Certamente há quem acredite que a expectativa foi maior do que a realidade, sempre há, mas além de ter participado de um gol a cada 120 minutos (contando cinco gols e três assistências para gol), ainda fez duas finalizações que exigiram defesas dificeis, assistências para três finalizações salvas com defesas difíceis e sofreu dois pênaltis, na vitória fora de casa contra o Bragantino (0 x 2) e no empate em 3 a 3 em casa contra o São Paulo, quando o jogo estava 2 a 2. Com menos de mil minutos em campo e 12 jogos como reserva dos 19 de que participou, tem mostrado o segundo maior poder ofensivo do campeonato..

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Outro que brilhou logo na terceira rodada, e de forma intensa, primeiro acertando o travessão e depois fazendo o gol da vitória em casa sobre o Flamengo por 1 a 0 no Brasileirão. O uruguaio Miguel David Terans Pérez, 28 anos recém-completados no último dia 11, tem brilhado mais intensamente quando mandante, quando autou mais minutos, também: dos sete gols marcados, cinco foram conquistados na Arena da Baixada, assim como uma das duas assistências. Em casa, participou de um gol a cada 108 minutos, com forte influência de três gols de pênalti (perdeu outro), além de ter exigido duas defesas difíceis em finalizações; fora, participou de um gol a cada 167 minutos, com um gol de pênalti, mas sempre considerando também as assistências, que se só viraram dois gols em parte foi por mérito adversário: companheiros concluíram para três defesas difíceis, além de acertarem uma bola na trave após receber a bola de Terans, três dessas jogadas quando visitante. Fez 44 finalizações e deu 22 assistências para companheiros na competição.

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Sua importância para a equipe ficou evidente ao marcar os três gols que classificaram o São Paulo nos dois jogos das quartas de final da Copa do Brasil, contra o América-MG. Luciano da Rocha Neves, 29 anos, começou o Brasileirão na reserva, mas apesar de nem entrar em campo na segunda e na terceira rodadas, quando esquentou o banco, marcou três gols nos cinco primeiros jogos: fez o quarto gol na estreia contra o Athletico-PR e foi decisivo fazendo o gol da vitória em casa contra o Santos e o primeiro gol do jogo no empate em 1 a 1 com o Fortaleza, fora de casa. Com esse desempenho, virou titular por sete jogos seguidos, mas a fonte secou. Sofreu um pênalti no empate em 1 a 1 contra o Avaí, desperdiçado por Calleri, e exigiu uma defesa difícil contra o Ceará. Voltou para o banco, onde ficou durante todo o jogo na derrota em casa contra o Palmeiras, na 13ª rodada. Então, voltou a ser titular para uma nova sequência positiva, com gols nas rodadas 15 (os dois da vitória fora de casa contra o Atlético-GO), 17 (empate em casa contra o Fluminense) e 18 (quando fez uma assistência decisiva quando perdia por 2 a 1 e marcou o gol decisivo do empate em 3 a 3 contra o Internacional). Podia ter sido melhor não fosse o pênalti perdido no empate em 3 a 3 contra o Goiás, em casa. Vida de atacante, que já tinha dois gols de pênalti na competição. Vem sendo mais importante quando visitante, com participação em um gol a cada 110 minutos contra 189 quando mandante. Com 38 finalizações no Brasileirão, fez apenas nove assistências para conclusões de companheiros.

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Artilheiro do Brasileirão com 13 gols, Cano é outro atleta concluidor: em 22 jogos (21 como titular), o argentino Germán Ezequiel Cano Recalde, de 34 anos, tem 66 finalizações e apenas 12 assistências para finalizações de companheiros, que viraram um único gol. Além dessa assistência e dos gols, pontuou aqui com cinco finalizações que exigiram defesas difíceis e outra que acertou a trave. Perde muitos pontos com os impedimentos, mas não há do que reclamar, já que pode se tornar o primeiro artilheiro estrangeiro dos pontos corridos. Com sua extrema facilidade para fazer finalizações (e muitos gols) com apenas um toque na bola, está encontrando seu lugar na história do Fluminense enquanto, quem sabe, conquista uma vaga na Copa do Mundo deste ano.

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Outro especialista em concluir jogadas. Em 20 jogos, 19 como titular, Pedro Raul Garay da Silva, 25 anos, fez 51 finalizações e deu 15 assistências para companheiros. As finalizações viraram 11 gols, só um em cobrança de pênalti, o que é muito signigicativo, sendo seis gols quando mandante e cinco quando visitante. Só uma assistência virou gol, quando visitante, o que equilibra sua participação em gols, que independe do mando. Foram 820 minutos em campo em casa e participou de um gol a cada 137 minutos. Fora de casa ficou em campo por 857 e participou de um gol a cada 143 minutos, contando a assistência. Exigiu duas defesas difíceis de adversários. Também precisa de mais atenção aos impedimentos..

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Especialista: dos 11 gols marcados, nada menos que sete foram conquistados em cobranças de pênalti. Mérito dele, que ainda não desperdiçou nenhum e tem a confiança dos companheiros e do treinador. Contra o Athletico-PR, por exemplo, Bissoli não jogou. Houve dois pênaltis para o Avaí, William Pottker bateu ambos, mas perdeu um, e o Avaí perdeu por 2 a 1 fora de casa. Duas rodadas antes, contra o Coritiba, também foram marcados dois pênaltis para a equipe: Bissoli bateu o sofrido por Muriqui e, depois, Bissoli sofreu o pênalti, e Muriqui fez a cobrança. Os dois marcaram, e o Avaí venceu por 2 a 1. Mas nem tudo são pênaltis: Guilherme Bissoli Campos, 24 anos, exigiu quatro defesas difíceis e ainda fez uma assistência que também virou uma defesa difícil. Dos 21 jogos, foi titular em 19. Marcou oito jogos em casa e três quando visitante em 41 finalizações. Fez 15 assistências para finalização.

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Astro do meio-campo do Flamengo, o uruguaio Giorgian Daniel De Arrascaeta Benedetti, de 28 anos, fez 37 finalizações no Brasileirão que viraram dois gols. Foi mais feliz com as 40 assistências para finalização, que viraram sete gols. Poderia ter sido ainda melhor: além dos dois gols, goleiros fizeram três defesas difíceis, contra o Avaí, Bressan salvou quando o goleiro já estava batido, e quatro bolas acertaram a trave. Quando fez as assistências, houve seis defesas difíceis e uma bola no travessão. Dessas assistências que não viraram gol por pouco, duas foram contra o Botafogo, derrota por 0 a 1 e uma foi no empate em 2 a 2 contra o Ceará. Nos outros casos, não fizeram falta. O Flamengo venceu. Em relação às finalizações que não entraram por pouco, a torcida deve se lembrar de duas bolas na trave no empate em 0 a 0 contra o Palmeiras e de uma defesa difícil na derrota para o Botafogo.

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Jogador mais solidário do Brasileirão, com oito assistências para gol, Gustavo Henrique Furtado Scarpa, 28 anos, se destaca por seu poder ofensivo mesmo tendo marcado apenas quatro gols na competição, um de pênalti, ainda que tenha feito outras cinco finalizações difíceis, três paradas em defesas difíceis e duas na trave/travessão. Ficou muito próximo de ter ainda mais assistências para gols, já que cinco finalizações após seus passes viraram defesas difíceis, uma a defesa do São Paulo (Arboleda) salvou quando o goleiro já estava batido e duas foram para na trave/travessão. Fez 69 finalizações e deu 63 assistências para fiunalização. É muito participativo. Não pontuou mais também devido aos nove impedimentos em que foi flagrado. O torcedor não teve muito o que lamentar, já que via de regra o Palmeiras venceu quando Scarpa passou perto de fazer o gol nos lances de trave ou defesa difícil, com exceção da derrota em casa por 0 a 2 contra o Athletico-PR. E como o Palmeiras vem atropelando quase todo mundo, das oito assistências que não viraram gol por pouco, só há o que lamentar de duas defesas difíceis nos empates fora de casa contra Avaí (2 a 2) e Fortaleza (0 a 0), com os placarem em branco.

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Pelo desempenho é difícil chegar a uma conclusão: ele foi beneficiado por ter pouca minutagem ou o Fortaleza é o prejudicado por ele atuar tão pouco? Robson dos Santos Fernandes, 31 anos, está com média de 53 minutos em campo por partida. Em 17 jogos, começou oito como titular e nove como reserva, e dos oito que começou jogando, só não foi substituído em um, na derrota por 3 a 2 contra o Avaí, quando exigiu uma defesa difícil com o jogo em 0 a 0 e fez um gol. No total foram três defesas difíceis em finalizações dele e uma bola na trave. Muito mais solidário do que outros que se destacam pelo poder ofensivo, Robson fez 26 finalizações que viraram quatro gols e 19 assistências para companheiros concluírem que resultaram em dois gols e duas finalizações com defesas difíceis..

Para a elaboração do ranking, foram definidas diferentes pontuações para cada critério: oito pontos para gols, cinco para assistências para gols, dois para assistências indiretas (quando há uma rebatida ou desvio em adversário ou na trave antes da finalização), dois pontos para pênaltis sofridos, um ponto para finalizações que exigiram defesas difíceis, foram salvas por um defensor após o goleiro estar batido ou que acertaram a trave e 0,6 ou 0,5 ponto para assistências que resultaram em finalizações difíceis ou assistências indiretas para finalizações difíceis. A cada impedimento, foi descontado 0,5 ponto. Criado em 2017, a base das pontuações foram critérios do Cartola. A soma desses valores foi dividido pelo número de minutos que cada um esteve em campo, e o resultado multiplicado por dez para gerar um índice.

Curiosamente, na publicação de 2018, o objetivo foi identificar quem mais participava de ataques. O lesionado Pedro, então no Fluminense, teria o segundo maior poder ofensivo do Brasileirão, mas ele foi retirado da lista por estar lesionado e não poder mais atuar mais naquela temporada. Agora, ele está de volta. Em grande estilo.

Como é padrão nos rankings publicados pelo Espião Estatístico, participaram do levantamento os jogadores que disputaram ao menos 40% dos minutos de quem tinha mais minutos em campo, Marllon, do Cuiabá, com 2.084 minutos em campo em 21 jogos, sem contar os goleiros. Isso evita distorções como Alan Kardec ser o maior poder ofensivo do Brasileirão por ter dois gols e uma finalização no travessão em 77 minutos e dois jogos disputados.

*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, João Guerra, Leandro Silva, Leonardo Martins, Roberto Maleson e Valmir Storti.

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