10 personagens mulheres do mundo dos jogos que você precisa conhecer

10 personagens mulheres do mundo dos jogos que você precisa conhecer

Mulheres em posições de destaque estão cada vez mais comuns nos games. Atualmente, há vários jogos onde elas são figuras centrais nas narrativas, seja como protagonistas e ou anti-heroínas, em alguns casos. No entanto, vale lembrar que historicamente os games são um nicho marcado pela má representação dessas personagens, sendo descritas como meras “donzelas em perigo” ou sexualizadas e objetificadas.

Hoje, figuras como Aloy, de Horizon Zero Dawn, Jill Valentine, de Resident Evil, Samus Aran, da série Metroid, e até mesmo Lara Croft (após uma grande repaginada) são algumas das que ganharam destaque, com jogos que são elogiados por grande parte da comunidade, e quebraram paradigmas. Muitos dos títulos podem ser encontrados no PlayStation (PS4 e PS5), Xbox One, Xbox Series X/S, Nintendo Switch e PCs. Confira, a seguir, algumas das mulheres memoráveis dos jogos e os títulos em que elas se destacam.

🎮 Dia do orgulho: 10 jogos com personagens LGBTQIA+ que você precisa conhecer

Aloy, de Horizon Zero Dawn e Forbidden West, é uma das personagens femininas com melhor representação nos games — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins

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Jill Valentine nasceu no primeiro Resident Evil, de 1996, lançado no PSOne e Sega Saturn. O jogo fez enorme sucesso por ser um dos primeiros do gênero de horror de sobrevivência a trazer uma experiência realmente imersiva para os jogadores que buscavam sustos intensos e passagens de tirar o fôlego.

Jill também esteve presente como protagonista do remake de Resident Evil 3 — Foto: Divulgação/Capcom

Jill nasceu como uma das agentes do grupo operativo S.T.A.R.S, unidade da polícia de Raccon City, que foi até a mansão no primeiro game verificar um possível acidente com armas biológicas. Com o tempo ela cresce na série e protagoniza também outros títulos, como Resident Evil 3, e até mesmo retorna como vilã em Resident Evil 5, por boa parte da história. A personagem é uma das poucas dos anos 1990 que nunca foi retratada como donzela frágil, uma exceção que só evoluiu para formas ainda melhores e mais interessantes.

Elizabeth é uma personagem que fez sua estreia em BioShock Infinite, terceiro game da famosa série da 2K, que saiu primeiro para PlayStation 3 (PS3), Xbox 360 e PC. Alguns podem alegar que ela faz, sim, um papel de “donzela indefesa” no game, já que a personagem sempre acompanha Booker, e precisa constantemente ser salva em momentos de perigo. Vale lembrar que, na época em que o jogo foi lançado, as representações das mulheres ainda giravam em torno desse estereótipo.

Elizabeth é uma das personagens mais importantes de toda a série BioShock — Foto: Divulgação/2K Games

Mesmo assim, sem revelar muitos spoilers, Elizabeth é uma personagem extremamente poderosa, que pode lançar objetos com o poder da mente e abrir portais que ligam o passado e o presente. A série Bioshock mantém vários elementos sobrenaturais e fantásticos e a personagem representa bem esse aspecto mais fantasioso da franquia. Além disso, a jovem tem muitas habilidades que ajudam Booker— até mais do que ele a ajuda.

Samus Aran (série Metroid)

Desde que entrou no mundo dos games, Samus Aran se destaca. Lançada no primeiro Metroid, do NES, em 1986, a personagem tinha sua identidade mantida em segredo, de início. Apenas a partir do final secreto os jogadores tinham acesso a quem era aquela pessoa de armadura robusta que lutava contra alienígenas. Para a surpresa de muitos deles, o protagonista se tratava da agente especial, que carregava muitas habilidades para explorar planetas inóspitos.

Metroid tem a protagonista Samus em todos os seus jogos, mas sua identidade nem sempre foi conhecida — Foto: Divulgação/Nintendo

Samus, hoje, é considerada uma das personagens centrais das marcas Nintendo. É por isso que seus jogos já saíram em várias plataformas ao longo dos anos – Super Nintendo, GameCube, Wii, WiiU, Game Boy, entre outros. Além disso, Samus Aran é presença garantida em todas as versões da série Super Smash Bros., que reúne as principais figuras dos games Nintendo e conta com versões de armadura e do traje “Zero Suit” da heroína.

A saga Uncharted, da Naughty Dog, é repleta de personagens femininas interessantes, mas foi em Uncharted: The Lost Legacy, de 2017 e lançado para PS4, que elas finalmente tiveram um jogo só delas para brilhar de verdade. Com uma história sem a presença de Nathan Drake, protagonista da série principal, as exploradoras Chloe Frazer e Nadine Ross foram personagens centrais deste título de aventura e ação que foi tão bom quanto os outros games da saga.

Uncharted Lost Legacy trouxe os holofotes para Chloe e Nadine, que fizeram uma excelente dupla — Foto: Divulgação/Sony

Chloe, que já era conhecida do público, é a personagem jogável do game, acompanhada de Nadine, uma das vilãs em Uncharted 4: A Thief’s End. O game, na verdade, é uma expansão stand-alone, ou seja, um game de menor escopo e duração que mais parece um DLC, mas não precisa do jogo base para rodar. A ideia era preencher algumas lacunas que o título anterior deixou em aberto.

A jogabilidade era muito próxima ao que havíamos visto, com tiroteio em terceira pessoa, sistema de cobertura e bastante pancadaria entre as protagonistas e seus inimigos. Os dois jogos foram remasterizados recentemente na coletânea Uncharted: Coleção do Legado dos Ladrões, para PlayStation 5 (PS5) e futuramente PC.

Sadie Adler é uma das principais personagens de Red Dead Redemption 2, lançado em 2018 para PS4, Xbox One e PC. Ela também participa da expansão multiplayer Red Dead Online, mas sem a mesma expressão que é vista na campanha principal. É no game que ela está presente ao lado do jogador durante mais de cinco capítulos com participações marcantes e expressivas.

Sadie não é protagonista, mas tem grande importância na saga de Red Dead Redemption 2 — Foto: Divulgação/Rockstar

Sadie era uma camponesa feliz que vivia com seu marido Jake na fazenda local. No início do jogo, ele é assassinado, o que faz com que a personalidade de Sadie mude da água pro vinho e que ela endureça a ponto de se tornar uma máquina de vingança contra aqueles que destruíram sua família. Contudo, a personagem tem um enorme senso de lealdade com a gangue e isso a torna uma das melhores coadjuvantes de Red Dead Redemption 2. Além disso, Adler é figurinha garantida em sequências de tiroteio e está sempre pronta para proteger aliados.

Como Nadine e Chloe, Ellie é também criação da Naughty Dog, que tem feito boas personagens nos últimos anos. A garota é uma das heroínas (e até anti-heroína, sob certa perspectiva) mais importantes dos últimos anos. Sua primeira aparição foi no primeiro The Last of Us, de 2013 originalmente para PS3, mas foi ganhando ainda mais relevância ao longo dos anos, com a expansão Left Behind e depois em The Last of Us Part 2, de 2020, para o PS4.

Ellie cresce como protagonista nos dois The Last of Us e expansão Left Behind — Foto: Divulgação/Sony

Ela não é apenas forte, mas também é uma protagonista que cresce a cada cena em que aparece. Ellie era uma jovem que vivia em um futuro pós-apocalíptico e a única pessoa imune, até onde se sabe, à infecção que havia devastado a humanidade. Ela deveria ser a chave para reconstruir o mundo, mas acaba não sendo bem assim. Sua jornada emocionante marcou gerações com o primeiro game e só alcançou novos níveis com a segunda aventura.

Senua é uma guerreira que nos lembra que a força física nem sempre é o suficiente. Seu game, Hellblade: Senua’s Sacrifice, foi vencedor de vários prêmios após ser lançado para PS4 e Xbox One em 2017 e PC, em 2018. O título coloca você no controle da heroína, que desenvolve psicose após vivenciar eventos extremamente traumáticos que envolvem seu marido, Dillion.

A gameplay do jogo é feita cuidadosamente de modo a reproduzir os sintomas da doença, como explica o documentário disponibilizado pela Ninja Theory depois que o game é zerado. Para isso, o estúdiou contou com o apoio de um time de psiquiatras, psicólogos e também de voluntários acometidos pelo transtorno.

Senua não apenas luta contra inimigos físicos, mas também contra monstros que habitam sua cabeça — Foto: Divulgação/Ninja Theory

Senua ouve vozes o tempo inteiro, enxerga coisas que não existem, mas não desiste do objetivo de ir até Hellheim, o reino dos mortos na cultura nórdica, pedir para que Hella a deixe trazer Dillion de volta à vida. A personagem complexa precisa vencer diversos aspectos de sua mente, incluindo a forma com que ela não acredita em si mesma, para concretizar o objetivo. Vários elementos da mitologia nórdica e mitologia celta estão presentes no cenário, nos inimigos e em Senua, que adorna várias pinturas guerreiras em sua pele, armas e armaduras.

Clementine é bem similar ao exemplo de Ellie, de The Last of Us. As duas estão presentes em uma série já estabelecida e que se passa “após o fim do mundo”. O primeiro jogo de The Walking Dead, da Telltale, foi lançado em 2012 e nos apresentou Clementine como uma incrível coadjuvante. O título fez sucesso no PS3, Xbox 360, Wii, PC e PS Vita, ganhando mais versões e episódios ao longo dos anos.

Clemente cresce e se torna a protagonista de The Walking Dead, da Telltale — Foto: Reprodução/Youtube

Com o crescimento da série, veio também o crescimento da coadjuvante, que logo se tornaria protagonista e ganharia até mesmo um jogo próprio – The Walking Dead: The Final Season, de PS4, Xbox One, PC e Switch, em 2018. No game, Clementine já adulta e ainda precisa sobreviver em um mundo dominado por zumbis, mas ao lado de outros sobreviventes que deve proteger com tudo que aprendeu ao longo dos anos.

Bayonetta é um jogo de ação lançado em 2009, para PS3 e Xbox 360, e que ganhou o coração de todo o público por conta de sua jogabilidade frenética, qualidade técnica e também pela protagonista – a bruxa de mesmo nome. Com o tempo, sequências e outras versões foram lançadas e, atualmente, a série é considerada propriedade Nintendo, já que as versões mais recentes saíram ou estão programadas para serem lançadas no Nintendo Switch, como Bayonetta 3.

Bayonetta volta ainda mais uma vez para o jogo Bayonetta 3, programado no Nintendo Switch — Foto: Reprodução/Nintendo

Sobre a própria Bayonetta, basta dizer que é uma heroína com bastante personalidade. Ela é forte e não aceita desaforo de ninguém. Ela consegue invocar as magias mais poderosas que existem e lidar com monstros de 30 metros de altura sem muito trabalho. A bruxa desafia qualquer conceito de física e realidade ao usar o próprio cabelo como arma e parte de suas magias. É a típica figura feminina invencível, mas bem trabalhada e com uma história de fundo bem interessante, mostrando que há espaço para todo tipo de protagonista.

Talvez um dos exemplos mais recentes desta lista, Aloy é a heroína do presente que precisaremos no futuro. Horizon: Zero Dawn, originalmente lançado para o PS4 em 2017, nos apresentou uma jovem guerreira que precisava de respostas sobre si mesma e sobre o que havia acontecido com o mundo. O game é ambientado em uma versão futurista do planeta Terra, dominado por máquinas em forma de animais em sua maior parte.

Na aventura, Aloy descobriu que sua existência estava diretamente ligada aos eventos que transformaram o mundo, o que fez com que ela assumisse a responsabilidade de não deixar que ele fosse destruído mais uma vez. A garota, que se mostrou valiosa para a recuperação da humanidade, voltou como a grande escolhida para a sequência, Forbidden West, lançada em 2022, para PS4 e PS5.

Aloy surgiu em Horizon Zero Dawn e se tornou uma das heroínas mais relevantes da PlayStation — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins

Aloy é interessante por diversos aspectos. Em termos narrativos, ela representa muito bem a famosa jornada do herói. Além disso, ela é uma protagonista curiosa, carismática e que vai aprendendo mais sobre si mesma junto ao jogador. Isso sem contar as habilidades acrobáticas e o fato de ser exímia usuária de arco e flecha. A ação em terceira pessoa da série Horizon acompanha excelentes gráficos, seja no PS4 ou PS5, que ajudam na simulação.

A lista apresenta nomes de personagens femininas importantes nos games, mas, por mais que seja óbvio, não há como deixar de fora talvez aquela que seja a principal representante e referência para todas as outras. Lara Croft nasceu como um sex symbol no primeiro Tomb Raider, em 1996, lançado para PSOne, Sega Saturn e PC. A personagem era retratada como uma exploradora fria e com uma personalidade “durona” que não era muito aprofundada.

Os games iniciais também ficaram marcados por conta das representações gráficas extremamente sexualizadas da personagem, que tinha roupas curtas e que até mesmo ganhou movimentos nas sequências que faziam com que ela ficasse em posições consideradas sexuais. Os games da saga Tomb Raider, apesar disso, ainda tinham muito apelo e eram aclamados pelo público.

Lara Croft já foi “sex symbol” dos games, mas as coisas felizmente mudaram para personagens femininas — Foto: Divulgação/Eidos

Com o passar do tempo, as representações de Lara foram mudando — ela ganhou mais carisma e personalidade e também roupas capazes de cobrir seu corpo inteiro. Mas a revolução na franquia começou com o reboot chamado apenas de Tomb Raider, lançado em 2013.

O game abordou uma versão mais jovem de Lara, e também o seu sofrimento ao passar pela transformação de uma jovem inocente em uma sobrevivente mais madura. Uma das cenas mais marcantes do game é, inclusive, o momento em que ela mata a primeira pessoa na vida.

Outro favor que o reboot fez à personagem foi retirar os traços de sexualização remanescentes. Com uma nova história e uma origem inédita para a heroína, o game fez sucesso e rendeu duas sequências: Rise of the Tomb Raider (2015) e Shadow of the Tomb Raider (2018).

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