REVIEW | Alienware M15 R7 - upgrades muito bem-vindos

REVIEW | Alienware M15 R7 – upgrades muito bem-vindos

O Alienware M15 R7 é um notebook gamer topo de linha da Dell, equipado com hardwares de alta performance como o processador Intel Core i7-12700H e a Nvidia GeForce RTX 3070 Ti como chip gráfico. Esse notebook também atualiza componentes como a tela, que agora opera em 240Hz e resolução Quad HD, e um teclado no padrão ABNT-2 com teclas customizáveis individualmente.

Site oficial do Alienware M15 R7
Link de compra do Alienware M15 R7

Principais especificações do modelo testado:

– Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 3070 Ti 8GB GDDR6
– Tela: QHD de 15.6″ (2560 x 1440), 240Hz, 2ms, com ComfortView Plus
– Processador: Intel Core i7-12700H
– Armazenamento: SSD de 1TB PCIe NVMe M.2
– Memória: 16GB (2x8GB), DDR5, 4800MHz; Expansível até 64GB
– Bateria de 6 células e 86 Wh
– Teclado RGB por tecla Alienware mSeries AlienFX, ABNT-2
– Dimensões: 2,39 x 35,6 x 27,2 cm
– Peso: a partir de 2,42 kg
– Link dessa configuração


Design

Do lado de fora, o Alienware M15 mudou pouco na versão R7, mas isso não quer dizer que ficamos sem evoluções relevantes. A primeira é muito bem-vinda: o novo display, com melhorias como o aumento da resolução para o Quad HD. Os 2560×1440 trazem uma densidade de pixels muito alta para uma tela de 15 polegadas, dando uma sensação muito perceptível de evolução sobre o Full HD presente no R6, com uma definição de imagem muito maior.

Além de mais pixels, eles também são atualizados com uma frequência maior. A tela foi atualizada para os 240Hz, colocando esse notebook no padrão usado até em competições de Esports. No uso essas duas mudanças fazem a diferença, entregando imagens muito detalhadas e uma movimentação em games muito fluida, tudo combinado com um display com boas cores, contrastes e também baixa distorção de imagem independente do ângulo que você olha para ela.

O teclado também ganhou novidades importantes. Agora ele traz o suporte ao padrão ABNT-2, então deem oi para a tecla do “ç”, além de um sistema individualizado de iluminação por tecla. Assim dá para criar padrões específicos de iluminação e cores apenas em um conjunto de teclas, além de customizar um estilo diferente trocado automaticamente para cada jogo.

Tela de alta taxa de atualização e resolução maior são ótimas adições ao novo modelo

O porte segue grande, com peso na casa dos 2,5kg e pouco mais de 2cm de espessura, então é um modelo para quem está disposto a carregar um notebook mais pesadinho. O foco desse produto é a performance, e por isso tem um tamanho maior, inclusive para comportar o robusto sistema de resfriamento. Inclusive houve uma atualização nessa parte do produto, com o novo Alienware Cryo-tec trazendo o dobro de pás nas ventoinhas, que são 34% mais finas que as da geração anterior. Esse aumento de eficiência é necessário para comportar o upgrade nos chips que equipam o R7.

Na parte da conectividade, o Alienware M15 R7 tem um conjunto regular para esse segmento, com três portas USB 3.2 Tipo-A, com uma trazendo o PowerShare, uma porta USB 3.2 Tipo-C (com Thunderbolt 4, DisplayPort 1.4 e recursos de Power Delivery de 5V/3A), uma HDMI 2.1 com suporte a HDCO 2.3, uma porta de cabo de internet Gigabit e um conector de fone. Pena que ficou de fora o leitor de cartão, adição bem-vinda pra galera do audiovisual ou que faz captação com dispositivos que usam cartões.

Hardware

Se há novidades na parte externa, na interna temos novidades ainda mais relevantes. O Alienware M15 R7 atualiza o processador para a 12ª geração Intel Core, trazendo com isso a nova microarquitetura híbrida Alder Lake. O Core i7-12700H traz um total de seis núcleos de performance e oito núcleos de eficiência, totalizando 20 threads.

O R7 atualiza para a 12ª geração Intel Core e para um chip GeForce mais potente

Apesar de não termos ainda novidades no lado GeForce, o R7 recebeu um update mesmo assim. Enquanto a versão anterior trazia uma GeForce RTX 3060 ou 3070, o M15 R7 vem com o chip gráfico Nvidia GeForce RTX 3070 Ti, trazendo um incremento na quantidade de unidades de computação CUDA disponíveis e também nas frequências de operação.

Este também é o primeiro modelo que testamos equipado com o Nvidia Optimus Advanced. Essa tecnologia possibilita gerenciar melhor aquele problema que já descrevemos da alternância entre gráficos integrados e gráficos dedicados. Com esse novo recurso o notebook consegue “puxar o HDMI da tela” do notebook para GeForce RTX 3070 Ti, quando o notebook precisa de mais performance, ou devolver para o Intel HD Graphics presente no Core i7, quando precisa ser mais econômico.

Testes – Aplicativos

CineBENCH

V-Ray

Adobe Premiere


3DMark

A tradicional ferramenta de benchmarks trás uma visão geral da performance do sistema encarando ciclos pesados tanto para chip gráfico quanto processador. Rodamos duas variações, que incluem o tradicional Firestrike e o mais moderno Time Spy, que faz uso da nova API DirectX 12.

Testes – Esports

Jogos do estilo competitivo são exigentes tanto no chip gráfico, que precisa fazer os quadros, quanto no processador, que precisa ter alto desempenho para dar conta de um gameplay com taxas elevadas de quadros.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: em jogos competitivos o ideal é buscar a taxa mais alta de quadros, de preferência acima dos 100fps 

Counter Strike: Global Ofensive
O game competitivo é baseado em DirectX 9 e, apesar das baixas exigências de performance na parte da placa de vídeo, por se tratar de um eSport, o ideal é alcançar altíssimas taxas de quadros – algo que traz alta carga tanto para CPU quanto GPU.


Rainbow Six Siege
O game recebeu uma atualização que disponibilizou a APU Vulkan. Apesar de leve, é um jogo exigente em CPU para atingir altas taxas de quadro.


Testes – Games pesados

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e abaixo dos 30 o jogo começa a ficar “não jogável.”

 


Assassin´s Creed Valhalla
O game de mundo aberto da Ubisoft é muito exigente no hardware, tanto na complexidade das cidades e seu estresse para o processador quanto nos detalhes dos modelos e sua carga na placa de vídeo. Ele é baseado no motor gráfico AnvilNext 2.0, o mesmo implementando inicialmente em AC: Unity.


GTA V

Grand Theft Auto V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques boa qualidade gráfica. Ele é um dos games que mais faz uso do CPU, sendo um ótimo teste para ver o comportamento e diferença entre esse componente. 


Red Dead Redemption 2
Game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento de sistemas. Nosso teste considera o game rodando na API Vulkan, que se comportou melhor tanto em placas AMD quanto Nvidia.


Autonomia

Autonomia não é o forte dos notebooks gamers, mas os Alienwares contam com a vantagem do projeto dedicando boa área para a bateria. O ponto negativo é que o R7 avançou em especificações que não ajudam na duração da bateria, ao colocar hardwares de mais performance, além de uma tela de altíssima resolução e taxa de atualização.

Como resultado, ele se sai pior que seu antecessor, o R6, que ultrapassava as 6 horas de carga em atividades leves. Com baixo brilho de tela e no ciclo de trabalho Office do PCMark 10, que alterna entre navegar na internet, planilhas, edição de texto e vídeos chamadas, ele ficou 4h53min antes de descarregar. Não é um resultado ruim, mas ficou abaixo de seu antecessor e acaba se aproximando da média que costumamos ver nesse segmento.

Aquecimento e ruído

Com tantas peças que demandam mais arrefecimento, temos o momento “Alienware Cryo-tec que lute”. E com o foco em alta performance, vemos especialmente o chip Intel bater o limite térmico dos 100ºC. Apesar desse limitador, o Core i7-12700H nesse modelo entregou alguns dos melhores resultados em performance em nossa bateria de testes.

Olhando para a ponta da GPU, apesar das frequências mais altas da RTX 3070 Ti, o pico de temperatura parece sob controle. Ao longo de nosso gameplay não vimos Thermal throttling, ou seja, a temperatura, sendo limitador da performance da GeForce. 

O sistema se saiu bem em manter o nível de ruído em níveis aceitáveis. Ele ainda é um notebook com ruído perceptível em alta carga, mas dentro da média nesse sentido. E o design se saiu muito bem em manter o aquecimento distante do usuário, sendo que não percebi o aquecimento no teclado ao longo do gameplay com esse modelo.


Software

O notebook tem o gerenciamento por conta do Alienware Command Center, um aplicativo que agrega funções de gerenciamento das luzes RGB, funcionalidades de overclock, biblioteca de perfis de ajustes  e status gerais de funcionamento do notebook. É uma interface bonita e organizada, mas que ainda envolve uma certa curva de aprendizado em algumas das funções, especialmente entender como funciona a configuração das luzes.

Ainda acho que há espaço para refinamento no software, que nem sempre é claro na organização ou na forma como é feita a configuração. A aba FX, onde está a configuração das luzes, também tem a função macro meio perdida por lá. Falando em Macros, não é todo botão que dá para modificar sua funcionalidade, com os atalhos de volume e mutar microfone, por exemplo, não podendo receber novas funções.

Um elemento do software que me chamou a atenção foi o funcionamento do Nvidia Optimus, uma tecnologia que busca melhorar a eficiência na troca entre o chip gráfico integrado do processador Intel e o dedicado Nvidia Geforce. Essa tecnologia fez bem seu papel ao entregar alguns dos mais altos scores que já vimos em notebooks gamers, especialmente em testes de altas taxas de quadro como Rainbow Six Siege e Counter Strike, porém adicionou um pequeno inconveniente: um piscar da tela eventual. Quando o sistema do Optimus troca de modo, seja só iGPU, seja só placa da Nvidia, o display pisca de forma semelhante ao de um PC que conecta e desconecta um monitor. É um período curto, de no máximo uns 5 segundos, mas o computador fica travado, o que leva a uma adaptação. Felizmente só acontece em momentos pontuais, como quando você abre um jogo e depois novamente quando o fecha.


Vídeo de análise


Conclusão

Apesar de superficialmente o Alienware M15 R7 ser muito parecido com o R6, esse notebook recebeu upgrades em múltiplos fronts ao mesmo tempo. Em performance, temos um upgrade tanto de chip gráfico quanto processador. Na tela, mais hertz e mais pixel são sempre bem-vindos. E no teclado, usar o padrão ABNT-2 é uma mudança importante localizando melhor esse produto ao mercado brasileiro.

Evoluções relevantes tornam ele um dos melhores produtos do segmento gamer topo de linha

Mas a linha Alienware tem um custo agregado alto. Então ao mesmo tempo que temos todas essas qualidades, também é preciso ter em mente que a conta é alta. No caso do M15 R7, seu custo começa em R$ 14.000, colocando ele em patamar de notebooks premium, como o ASUS ROG Zephyrus. Nessa disputa o Alienware tem a vantagem de uma tela de 240Hz e Quad HD, além de mais performance graças a RTX 3070 Ti. Já para o modelo da ASUS temos um produto mais fino e leve, e com mais autonomia.


Outra coisa que levaria em consideração é o próprio R6. Com o novo Alienware chegando, o M15 R6 é encontrado na casa dos R$ 10.000, uma diferença bastante grande de preço se colocarmos na balança que ele ainda é um notebook de alta performance, com uma tela que não é tão boa mas ainda é excelente, e com um teclado que não é ABNT-2 nem totalmente customizável por teclas, mas ainda é um bom teclado. Talvez os R$ 4000 a menos podem fazer o antecessor ser uma opção mais relevante para alguns consumidores, no momento.

O Alienware M15 R7 é um notebook topo de linha com altíssima performance e excelente design, e vai atender que está disposto a desembolsar seu alto valor

Mas como falamos de um segmento de produtos premium, o preço muitas vezes não está na balança para quem está atrás do melhor notebook que o dinheiro pode comprar, e nesse cenário o R7 tem diversas melhorias que fazem sentido versus seu antecessor. Se você quer um notebook de alta performance e muita qualidade, e não está se importando com o peso que ele traz no orçamento ou mesmo o próprio peso desse dispositivo mais robusto, o Alienware M15 R7 é uma forte pedida para você.

PRÓS
Altíssima performance em games e aplicativos profissionais
Tela excelente, com alta resolução e taxa de atualização
Atualizado com a 12ª geração Core e RTX 3070 Ti
Nvidia Optimus Advanced
Teclado no padrão brasileiro e teclas macro adicionais, iluminação personalizável por tecla
CONTRAS
Preço bastante elevado
Sem leitor de cartões
Grande e pesado
Redução da autonomia comparado ao R6


#REVIEW #Alienware #M15 #upgrades #muito #bemvindos

Leave a Comment

Your email address will not be published.