Cury (CURY3), Smart Fit (SMFT3) e CBA (CBAV3) animam, Aura (AURA33) tem números fracos: os destaques dos balanços nesta 4ª

Cury (CURY3), Smart Fit (SMFT3) e CBA (CBAV3) animam, Aura (AURA33) tem números fracos: os destaques dos balanços nesta 4ª

Além dos dados de CVC (CVCB3), que revelou números que não animaram muito o mercado e ainda enfrentando problemas de rentabilidade, diversas companhias divulgaram seus resultados do segundo trimestre de 2022 (2T22) entre a noite da véspera e a manhã desta quarta-feira (10).

Entre os destaques positivos, estiveram a construtora Cury (CURY3), que viu a sua ação saltar 8,82% após um resultado considerado forte pelos analistas, assim como Smart Fit (SMFT3), que disparou 8,48%. CBA (CBAV3) fechou em alta de 2,63% após o balanço, enquanto Taurus (TASA4) e Aura Minerals (AURA33) tiveram queda de 2,64% e 3,27%, respectivamente, de seus ativos na sessão pós-divulgação de seus números.

Confira as avaliações dos analistas para os resultados:

Copel (CPLE6)

A Copel reverteu lucro e teve prejuízo de R$ 522,4 milhões no 2º trimestre de 2022, com impacto de provisão.

Para a XP, a Copel apresentou resultados neutros no 2T22, em linha com a sua expectativa para o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda , na sigla em inglês) ajustado de R$ 1,291 bilhão versus projeção de R$ 1,288 bilhão da casa.

“Os destaques positivos vieram da Copel GeT em função de um melhor cenário hidrológico. Por outro lado, o braço de distribuição, Copel DIS, apresentou resultado mais negativo, impactado por maiores custos gerenciáveis”, avalia a XP, que mantém recomendação de compra para a ação CPLE6, com preço-alvo de R$ 8 por ação.

A Eleven também destaca que, considerando os números ajustados, o Ebitda foi em linha com o consenso e estável em relação aos trimestres anteriores, sem grandes destaques.

“O grande ponto do resultado, entretanto, foi a provisão na Copel Distribuição de R$ 1,2 bilhão (com impacto de R$ 811 milhões negativo no Ebitda) referente à destinação de créditos do PIS/Cofins em decorrência da Lei n° 14.385, sancionada em 27/06/2022, sem efeito caixa imediato”, destaca a casa.

A companhia decidiu provisionar o valor, mesmo sem regulamentação da lei e estendo o período da exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS/Cofins para até o 16º. ano da data do trânsito em julgado da ação, exacerbando o período prescricional e decadencial. O tema ainda está sendo discutido judicialmente, sem decisão final.

Cury (CURY3)

A Cury teve aumento de 20,6% de lucro líquido na base anual, a R$ 92,9 milhões.

Para a Eleven, a Cury divulgou um resultado levemente acima das estimativas da casa, com crescimento expressivo no volume de lançamentos e adesão de vendas dos projetos lançados.

Apesar da queda marginal da margem bruta na comparação anual, a estratégia segue sólida no aumento de preços em termos reais com projetos bem localizados e com demanda latente, mantendo a VSO (vendas sobre oferta) líquida acima de 40% e com margem bruta no 2T22 de 35,7%, alta de 0,2 ponto frente às estimativas da Eleven.

Além disso, as alterações no programa Casa Verde e Amarela (CVA), como o aumento do prazo de financiamento e alteração nas faixas de renda, devem refletir positivamente nos resultados operacionais futuros da Cury e de todo o segmento, beneficiando a recomposição do poder aquisitivo e ampliação da base de famílias cobertas pelo programa.

A alta de 37,2% na receita a apropriar e avanço de 1,4 ponto percentual. na margem REF, atingindo 40,5%, também reflexo da estratégia de aumento de preço. “Assim, com crescimento no lucro líquido e geração de caixa positiva em R$ 97,5 milhões, mantemos a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 11”, aponta a Eleven.

Do lado operacional, a XP aponta que a Cury apresentou dados expressivos, com VSO de 41,6% no trimestre versus 41,4% no 1T22, apesar do robusto crescimento das vendas líquidas, refletindo a sólida demanda no segmento de baixa renda, e principalmente para o grupo 3 do CVA. Além disso, a empresa registrou lançamentos recordes de R$ 1,05 bilhão (+53,9% anual e +35,2% trimestral).

CBA (CBAV3)

A CBA teve lucro líquido de R$ 511 milhões, alta de 29% na base anual. A companhia apresentou bons resultados, superiores às estimativas da XP. O Ebitda ajustado veio R$ 641 milhões, 10% acima da previsão da casa. Já a margem Ebitda ajustada foi de 27% no 2T22 (versus 24% no 1T22 e 19% no 2T21).

“Os principais destaques foram o menor volume de vendas (devido ao enfraquecimento da demanda de construção civil e bens de consumo, bem como menor atividade comercial) e preços realizados de alumínio acima do esperado”, aponta a casa.

Os analistas da XP apontam que o recente desempenho ruim de CBAV3 foi puxado pela queda nos preços do alumínio na LME. “No entanto, ainda vemos os preços do alumínio subindo no médio prazo, em função do aumento no custo de insumos energéticos no mundo (carvão, gás), com a CBA se beneficiando por ser uma produtora integrada de energia renovável. Mantemos nossa recomendação de compra no nome”, avaliam.

A Eleven aponta que a CBA apresentou bons resultados apesar da queda do preço do alumínio de 12% em dólares frente 1T22, ficando acima de suas estimativas e do consenso. O resultado foi ajudado pelo maior prêmio doméstico (alta trimestral de 17%) e pelo menor custo de produto vendido por tonelada (-6,5% na base trimestral) registrados, devido ao atraso na precificação do produto, dificuldades logísticas e um mercado ainda com restrição de oferta juntamente com a redução dos custos de operação de trading de lingote.

“Esperamos que os próximos trimestres sejam mais difíceis para a companhia, que devem refletir mais fortemente a queda de preços do alumínio, que já encontra no patamar próximo a US$ 2.400, 16% inferior à média registrada no 2T22, derivada de um arrefecimento no consumo interno e europeu do material juntamente com maior produção chinesa”, avaliam. Para os analistas da Eleven, a redução de preços foi mais rápida que imaginavam.

Com isso, revisaram o preço alvo de R$ 26,00 para R$ 17,00, considerando preços de alumínio menores para os próximos períodos, mas continuam com recomendação de compra.

O Bradesco BBI apontou que os resultados foram melhores do que o esperado, apoiados por preços saudáveis no lado da
reciclagem e produtos industriais (por sua vez impulsionados por fortes prêmios), bem como volumes de alumina maiores do que o esperado.

A geração de FCF (fluxo de caixa livre) foi, no geral, sólida no trimestre (cerca de 10% de rendimento anualizado), mesmo considerando os efeitos negativos de capital de giro, já que a CBA suspendeu a atividade comercial. O custo do produto vendido caixa não foi uma surpresa relevante no trimestre, mas observamos que os custos de produção continuaram a aumentar no segundo trimestre, o que deve fluir através dos resultados nos próximos trimestres.

“Mantemos nossa recomendação de compra na CBA. A CBA está atualmente refletindo preços de alumínio em cerca de US$ 1.900 a tonelada a partir de 2023, o que parece excessivamente pessimista, especialmente em meio a altos custos de produção globalmente. Além disso, os estoques globais estão atualmente em níveis muito baixos, enquanto os prêmios regionais permanecem saudáveis e espera-se que a demanda chinesa melhore ao longo do 2S22 em meio a medidas de estímulo”, destaca.

Taurus (TASA4) 

A Taurus lucrou 47,9% a menos no segundo trimestre de 2022, a R$ 100,8 milhões. Para a Eleven, os resultados da fabricante de armas seguiram o esperado arrefecimento da demanda no mercado americano de pistolas, refletindo quedas nas principais linhas. A produção e as vendas apresentaram recuos de 11% e 21% respectivamente frente ao 2T21, compensados parcialmente pelo crescimento de vendas no Brasil (alta de 12,6%) com produtos de maior valor agregado. O câmbio médio apresentou uma valorização de 6,8% impactando negativamente a receita do período.

O índice de intenções de compras de armas no mercado norte-americano medido pelo NICS registrou uma retração de 8% ano a ano, enquanto as vendas do trimestre recuaram 28%.

Já a linha de despesas com vendas chamou a atenção com o crescimento de 23% na base anual, influenciada por maiores esforços de marketing e contratação de pessoal para divulgação de novos produtos. A Eleven aponta ainda que esses movimentos fizeram com que a Taurus apresentasse o menor Ebitda dos últimos cinco trimestres (inclusive menor que o 1T, sazonalmente mais fraco).

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“Apesar do resultado do trimestre, quando avaliamos o consolidado do ano vemos crescimento nas principais linhas do resultado, com ganho de margens, mesmo utilizando a base mais forte de 2021. Esse resultado vem refletindo a estratégia da companhia de enobrecimento do mix de armas vendidas. Além disso, a companhia apresentou uma redução de 50% da dívida líquida e vem investindo bastante em inovação com a tecnologia de nióbio e grafeno, que tendem a trazer melhores perspectivas para o longo prazo. Nesse cenário e com a adaptabilidade mostrada no período mantemos a visão compradora para a tese”, destacam os analistas da casa.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes, dona da Riachuelo, registrou lucro líquido de R$ 26,4 milhões no segundo trimestre de 2022, cifra 42,8% menor do que a reportada na mesma etapa de 2021,

Na visão do BBA, a Guararapes, dona da marca Riachuelo, apresentou bons resultados no segundo trimestre para o segmento de varejo, com destaque para a expansão da margem Ebitda de 6 pontos porcentuais, impulsionada por vendas sólidas e alavancagem operacional.

“Do lado negativo, a divisão de serviços financeiros ficou aquém da nossa estimativa, com o Ebitda em queda de 76% em um ano”, avaliam os analistas. A recomendação segue equivalente à neutra (desempenho em linha com a média do mercado) para GUAR3, com preço-alvo de R$ 10 ao fim de 2022.

Em geral, o BBI destacou ver o resultado como satisfatório para a Guararapes, com recuperação nas vendas (e a
alavancagem operacional que vem com ela) e margem bruta.

“Dito isto, o crescimento do comércio eletrônico estagnou, com a penetração caindo para cerca de 10% das vendas de mercadorias, enquanto vemos concorrentes continuando a crescer. Embora a reabertura total das lojas apresente expectativas positivas, parece que a Guararapes está tendo um desempenho inferior ao líder de mercado e suspeitamos que isto possa ser impulsionado pelo desejo de manter a rentabilidade”, avalia o BBI, que destaca preferir Renner no espaço de vestuário. “Por enquanto, mantemos nossa recomendação neutra e um preço-alvo de R$ 10 em GUAR3”, aponta o BBI.

Smart Fit (SMFT3) 

A Smartfit reduziu seu prejuízo em 75% no segundo trimestre de 2022, para R$ 40 milhões. O Itaú BBA apontou que os resultados do 2T22 da Smart Fit ficaram praticamente em linha com as suas estimativas, com dados de rentabilidade um pouco melhores. O principal destaque foi a aceleração dos impactos da alavancagem operacional (Ebitda 7% acima do esperado pela casa).

O principal ponto negativo foi que, embora a recuperação esteja no caminho certo, a produtividade mesmas lojas ainda está abaixo dos níveis pré-pandemia, especialmente no Brasil, sendo esta é uma métrica para monitorar.

A empresa também revisou para baixo o guidance de abertura de lojas para 2022, passando de 1.260 academias (dos quais 1.010 são lojas próprias, que é a previsão do modelo oficial do BBA) para 1.225 unidades (965 lojas próprias).

“A recuperação para o nível pré-pandemia está no caminho certo; receita cresceu 101% na base anual, para R$ 689 milhões. Todas as unidades apresentaram crescimento sólido, mas outros países da América Latina foram o principal destaque (+163% ano a ano). Ainda assim, a base de membros atingiu 86% dos níveis pré-pandemia em julho”, destaca o banco.

O resultado final foi pior do que o esperado devido a resultados financeiros mais altos, mas mostrando melhora em relação ao ano anterior, destaca o BBA, que tem recomendação equivalente à compra para o ativo, com preço-alvo de R$ 21.

O Morgan Stanley aponta que as métricas operacionais e financeiras continuam melhorando sequencialmente, com a empresa demonstrando disciplina de custo e preço refletida em melhores margens à medida que a base de clientes se recupera gradualmente. Os analistas têm recomendação equivalente à compra para os ativos.

Aura Minerals (AURA33)

A Aura Minerals lucrou US$ 14,9 milhões no 2º trimestre de 2022, baixa de 30,6% na base anual. 

Na avaliação da XP, a Aura reportou resultados mais fracos, embora melhores do que os analistas da casa esperavam. A receita Líquida foi de US$ 93 milhões (queda de 16,8% na base trimestral e de 11% na anual), em linha com as suas expectativas. O Ebitda ajustado foi de US$ 30 milhões, queda anual de 29%, mas 9% acima de suas estimativas.

O topo do guidance de produção para 2022 sofreu uma ligeira redução (de 260-290 mil onças para 260-275 mil onças), e o guidance custo de caixa por GEO para 2022 foi revisado para cima (de 771-845 para 803-853).

“Esperamos margens melhores durante o segundo semestre devido à maior produção, teores e menores relações estéril/minério. Mantemos nosso preço-alvo de R$ 50 por BDR”, apontam os analistas.

Já a Eleven apontou que a companhia reportou seus resultados bastante abaixo das estimativas da casa.

“Já esperávamos números mais fracos no trimestre em razão de um menor volume de produção de GEO, 9% inferior ao trimestre passado, devido ao sequenciamento e à preparação das minas em EPP e San Andrés para uma maior produção e teores de recuperação nos próximos trimestres. No entanto, o impacto negativo na receita liquida nos surpreendeu dado que o preço médio da onça teve uma valorização de aproximadamente 3% frente ao 1T22”, destacam os analistas.

A Eleven espera que, no segundo semestre, a companhia continue apresentando dados positivos em Aranzazu e reporte números melhores em EPP uma vez que acessa a Zona Elephant de alto teor na mina Ernesto, e maiores teores de recuperação dado o sequenciamento feito em San Andrés, o que deverá levar a companhia divulgar resultados superiores aos apresentados no primeiro semestre do ano.

Log-In (LOGN3)

A Log-In teve lucro líquido de R$ 21,9 milhões no segundo trimestre, queda de 41,4% no ano. 

A Eleven aponta que a aquisição da Tecmar foi concluída em março de 2022, adicionando o segmento de logística rodoviária ao resultado da Log-in a partir do 2T22. ” Apesar de incluirmos na nossa projeção, a receita líquida desse segmento de R$157 milhões superou a nossa estimativa em R$45 milhões pela contabilização inicial de quatro meses, sendo a principal diferença em relação ao nosso número de receita consolidada”, apontam os analistas.

Além disso, o transporte de contêineres mostrou boa evolução no comparativo anual, com todos os navios operando, mas o Ebitda da navegação costeira ficou abaixo da nossa projeção em razão de maiores custos (runnings costs) decorrentes do reajuste na folha e da intensificação da manutenção preventiva, também impactada pelo aumento dos preços de materiais e serviços.

Já a movimentação de contêineres no TVV apresentou redução devido à queda nas importações da China e redução nas exportações aos principais centros consumidores de granito (Estados Unidos), mas o resultado do segmento foi suportado por aumento da movimentação de carga geral pela captura de novos projetos na área de siderurgia. Para a casa, o número foi neutro, visto que o lucro líquido foi pressionado pela variação cambial sem efeito caixa. A recomendação para a ação é neutra, com preço-alvo de R$ 38.

Alupar (ALUP11) 

A Alupar teve lucro societário de R$ 180 milhões no segundo trimestre, queda de 45,8% na base anual. Na avaliação da XP, os resultados da Alupar foram em linha com as suas estimativas e refletem a entrada em operação da dos ativos ESTE e TSM e maiores despesas financeiras.

“Apesar do aumento da alavancagem da Alupar, esperamos que a companhia continue seu processo de desalavancagem, que pode resultar em distribuições de dividendos mais robustas”, apontam. Os analistas da casa mantiveram recomendação de compra na ALUP11 com preço-alvo de R$ 29 por unit.

A Eleven também ressalta que a  entrada em operação dos ativos ESTE e TSM em conjunto com a atualização da Receita Anual Permitida (RAP) pela inflação em julho de 2021 foram as principais causas para a evolução do Ebitda de 24,1% na base anual, em linha com a estimativa da casa e do consenso.

“Para a continuidade desse crescimento, a companhia está investindo nos ativos de transmissão ELTE e TCE (entrada em operação prevista para 2024 e 2023, respectivamente) e no complexo eólico Agreste Potiguar”, ressalta. Já a piora no lucro líquido já era esperada em razão do aumento do CDI, do IPCA e da TJLP no 2T22. “Desse modo, vemos o resultado da Alupar no 2T22 como neutro e mantemos nossa recomendação de compra”, destaca.

Valid (VLID3)

A Valid teve baixa de 76,5% no prejuízo, para R$ 7,3 milhões. O Bradesco BBI ressalta que a Valid registrou receita de R$ 464 milhões (ex. Valid USA), alta de 15% na base trimestral e de 2%] na base anual. O Valid ID teve um forte desempenho, impulsionado pelo maior volume de emissão de documentos físicos, além de melhores margens devido à maior eficiência operacional.

“Vemos os resultados da Valid no 2T22 como positivos para as ações, tendo em vista a melhora sequencial da receita e do Ebitda, que deve continuar impulsionando o bom momento operacional à frente. Após o desinvestimento da Valid USA, as perspectivas de recuperação do lucro líquido parecem atrativas, em nossa opinião, e provavelmente sustentarão o desempenho positivo das ações”, avaliam os analistas.

Viveo (VVEO3)

A Viveo registrou baixa de 30,5% no lucro do 2º trimestre, a R$ 54,3 milhões. Na visão do Itaú BBA, a Viveo, fabricante e distribuidora de materiais e medicamentos, reportou resultados com bom crescimento da receita no segundo trimestre, apesar da difícil base de comparação anual, uma vez que o pico da covid-19 no mesmo período do ano passado gerou resultados excelentes à empresa.

Além disso, a consolidação de aquisições com margens maiores, juntamente com a priorização de contratos de maior rentabilidade, levou a uma boa expansão de margens (rentabilidade) na comparação anual. “Mantemos nossa recomendação de compra para VVEO3, com preço-alvo de R$ 23 ao final de 2022”, aponta o BBA.

Armac (ARML3)

A Armac viu seu lucro crescer 2,85 vezes no segundo trimestre de 2022, a R$ 30,8 milhões. Para o Itaú BBA, os resultados do segundo trimestre divulgados pela Armac, companhia que aluga máquinas de linha amarela (escavadeiras, retroescavadeiras, entre outras), vieram de acordo com as suas projeções, com expansões de dois dígitos na receita líquida, resultado operacional (Ebitda) e lucro líquido.

Os executivos da companhia reiteraram a forte demanda pelos seus serviços de locação, sustentada pela tendência positiva dos setores nos quais a companhia opera. Os analistas mantêm a recomendação de “compra” para ARML3.

Na avaliação da Eleven, os resultados da Armac se apresentaram bem em linha com o estimado pelo mercado,  com  crescimento  de  dois  dígitos  na comparação trimestral  nas  três  principais  linhas.  Esse crescimento advém principalmente do contínuo crescimento do capex mensal (alta de 15,8% na base anual) para aumento de frota e capacidade de precificação nos contratos. A receita por ativo registrou aumento de 6% trimestre a trimestre, mostrando uma melhor precificação já com os ativos da  Bauko  integrados  na  base.

“Do lado negativo  vemos  uma  piora  no  grau  de alavancagem, que atingiu 2,3 vezes a relação dívida líquida/Ebitda, porém ainda se mantém em patamar bastante saudável visto que se considerássemos o Ebitda do 2T22 anualizado a alavancagem seria de 1,62 vez dívida líquida/Ebitda”, apontam.

SYN (SYNE3)

A SYN reverteu lucro e teve prejuízo de R$ 23,5 milhões no 2º trimestre de 2022. Para o BBA, a Syn reportou números “suaves” para o 2T22, conforme esperado. As despesas financeiras continuam afetando os resultados da empresa. Na frente operacional, a falta de atividade deixou a taxa de ocupação quase estável.

As despesas financeiras continuam afetando os resultados da empresa, levando o FFO (fluxo de caixa proveniente das operações) para território negativo, como esperado. A falta de atividade de locação levou a uma taxa de ocupação quase estável em uma base trimestral (82,6%, versus 82,4% no 1T22). O portfólio de shoppings da Syn está abaixo de seus pares – as vendas dos lojistas atingiram R$ 699 milhões, crescendo 1% em relação aos níveis do 2T19. O Itaú BBA tem recomendação equivalente à neutra para os ativos SYNE3 (marketperform, ou em linha com o desempenho do mercado), com preço-alvo de R$ 5.

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